17/07 - "A Juventude" aliado ao conto "Apenas um Saxofone"

Atualizado: Jul 17


Confraria da Padoca promove Encontro de Cinema, Literatura e Arte.





Filme | "A Juventude" - (Paolo Sorrentino)


Fred (Michael Caine​)​ e ​Mick (​Harvey Keitel​) - ​​amigos de longa data, estão hospedados n​um​ hotel ​de luxo ​e representam posturas diferentes em relação ao modo de

conduzir a​s​ emoções​.


Se Keitel é mais atirado, o típico cineasta apaixonado que se entrega de corpo e alma a cada novo filme, Caine é um músico aposentado que aparenta ter​ ​deixado as emoções de lado.


Há ainda uma terceira personagem​ -​ ​Lena,​ interpretada por Rachel Weisz, cujo olhar afetuoso impressiona.


É o trio que conduz o longa-metragem, seja através dos anseios e angústias de cada um ou do mero observar do que os rodeia.


Todos em ótimas e emocionantes atuações, com momentos individuais de brilho intenso.


A Juventude é como um bom vinho.​ Vai deixando notas suaves em nossa memória poética. Quanto mais o tempo passa, mais nos aproxima da síntese da vida, onde o que realmente importa, são as emoções que nos aproximam da essência do humano.






Conto | "Apenas um Saxofone" - (Lygia Fagundes Telles)


Apenas um saxofone é a história de uma mulher de meia idade e rica. Tinha um homem milionário que a sustentava, um jovem que lhe satisfazia e um professor espiritual com quem dormia. Possuía jóias, tapetes e uma mansão - no entanto vivia infeliz.


Vivia na saudade do seu grande amor, um saxofonista que se dedicara a ela completamente, ela era a música dele. Ele tocava com paixão o saxofone e assim mantinha a mulher. Mas a relação se desgastou. E assim ela vivia só com a lembrança.


"Levanto a pele das personagens que é a pele das palavras, quero o mais íntimo, o mais secreto e nessa busca me encontro." - Lygia Fagundes Telles

Leia o conto na íntegra, clicando abaixo.




"Os personagens de Sorrentino, questionam a idade, a proximidade da morte e o tempo, com reverência e aceitação, ainda que cheios de saudosismo." - Omelete



"Não é um filme indicado para adolescentes, nem aqueles que não tem uma percepção mais aguçada do cinema europeu, com sua narrativa mais lenta, tseus planos mais poéticos, suas imagens alegóricas [...] nem ao menos para o espectador casual.

É uma obra de arte..." - Rubens Ewald Filho



"Sorrentino observa seus heróis com o prazer de um manipulador, um entomologista, um mágico. Ele transforma seus personagens nas peças de um quebra-cabeça invisível que ele monta aos poucos." - Télérama



"Sorrentino não tem medo da estilização nem do artifício – e nisso ele segue as pegadas de seu mestre assumido, Federico Fellini. Cria suas histórias com apego pela escritura, diálogos de efeito, grandes atores e um apuro visual extraordinário. " - Cineweb



"O estilo extravagante e irônico das óperas cinematográficas de Sorrentino atinge novos patamares de bom gosto, beleza e magnificência em 'A Juventude'". - Screen International