[Encontro 2] - 30/09 - Ciranda de Leitura Online - Grande Sertão: Veredas

Atualizado: Ago 27




Realização: A Casa Frida & Confraria da Padoca




"Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Não sei. Ninguém ainda não sabe. Só umas raríssimas pessoas - e só essas poucas veredas, veredazinhas."


Na leitura da segunda parte, o leitor continua com a narrativa não limiar, com o ir e vir dos acontecimentos, que carecem de ser ordenados para o personagem através da fala e da oralidade.


"Sei que estou contando errado, pelos altos. Desemendo. Mas não é por disfarce, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo."


"A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos."


"Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância."


"Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data."


"Pois porém, ao fim retomo, emendo o que vinha contando."


"E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente. Queria entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente para fazer tantos atos, dar corpo ao suceder. O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!"


"Viver… O senhor sabe: viver é etcétera."

Este projeto foi concebido em parceria pela Confraria da Padoca Filosófica e o Grupo A Casa Frida.


Recomendamos que a leitura NÃO seja feita pelo PDF que enviamos. Não há nada melhor que ter um livro físico nas mãos e, seguindo os caminhos de Guimarães, ter um bloco de anotações com um lápis para deixar guardado partes importantes dessa travessia.


Recomendamos a edição de bolso da Companhia das Letras (pelo valor acessível, ou adquirida através da cesta temática criada especialmente para este evento - maiores informações no site padocafilosofica.com.br/cestasartesanais ),

vamos nos enveredar ...



Edição de bolso, da página 63, até a página 116.



Edição grande, da página 53, até a página 96.


As demais edições deverão ser lidas até a diagramação final do PDF do material de apoio.




Os encontros vão acontecer toda última quinta-feira do mês, das 19:30 às 21:00 hs, por dez meses consecutivos.

O material de apoio vai ser enviado por e-mail nos dias subsequentes das cirandas.

A cada encontro, DEVERÁ SER FEITO UMA NOVA INSCRIÇÃO para que possamos enviar

o link.


Material de apoio [Encontro 2: 30/09] Grande Sertão: Veredas


Ritos de Passagem

Um dos momentos mais marcantes do livro, é quando Riobaldo (que na época tinha quatorze anos), conhece "o menino" e realiza a travessia do rio.

"Carece de ter coragem".

Essa passagem é tão intensa, que se aproxima de um ritual de passagem do Riobaldo menino para o Riobaldo adulto. Os rios que se encontram, o Rio de Janeiro tinha águas claras, cheio de vida. O do velho Chico tinha uma terrível água de largura: imensidade.

"Puxa com feiura, se moendo todo barrento vermelho, recebe para si o de-Janeiro, quase só um rego verde só. "Atravessa!" O canoeiro obedeceu.

"O que a gente sente quando sente medo?"



"Eu não sentia nada. Só uma transformação, pesável. Muita coisa importante falta nome."

"Por que foi que eu conheci aquele menino?"





Conheça um pouco das regiões citadas por Guimarães:


Encontro do Rio São Francisco com o Rio de Janeiro.


Afluentes do Rio São Francisco.


"Rio meu de amor é o Urucúia" (Riobaldo - Grande Sertão: Veredas).